sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Eleições municipais desmascaram e desmoralizam direções do PT e do PCdoB na Paraíba

Eleições municipais desmascaram e desmoralizam direções do PT e do PCdoB na Paraíba


Antonio Radical-Militante do PSTU

O ano de 2016 tem sido recheado de muitos fatos políticos, que tem provocado muitas polêmicas, e por isso mesmo acirrado os debates do velho confronto entre direita versus esquerda, mas também dentro da própria esquerda, entre os setores reformista e revolucionário. Se há um ponto positivo nesse debate, é que as posições políticas, de ambos os lados, têm se clarificado como nunca antes havia sido feito, algumas vezes de forma exacerbada demais ao nosso gosto, exalando ódio e preconceitos. Infelizmente, quando a polarização ocorre, tais fatos se reproduzem.
Antonio Radical- Militante do PSTU
O impeachment da presidente Dilma Rousseff, ocorrido recentemente, foi o ápice desse processo, que evidentemente, ainda repercute na conjuntura e, certamente, repercutirá por algum tempo (pelo menos até as próximas eleições presidenciais de 2018). Este fato, juntamente com as medidas que já estão sendo tomadas e as que virão a ser pelo novo governo Temer, aliadas aos desdobramentos da "Operação LavaJato", renderão muitas manchetes de jornais e longos debates nos próximos meses em rodas de conversas, mesas de análise de conjuntura e bate-papos de facebook e whatsapp. 

domingo, 7 de agosto de 2016

Porque rompemos com a frente de esquerda em João Pessoa

Porque rompemos com a Frente de Esquerda em João Pessoa


Normalmente, as eleições municipais são marcadas por questões específicas dos bairros e por campanhas clientelistas. No entanto, as eleições deste ano se dão em uma situação diferente e muito especial.
O país vive a maior crise econômica de sua história. São os trabalhadores e trabalhadoras e os setores populares os que estão pagando por ela com enormes sacrifícios. São mais de 11 milhões de desempregados. O preço dos alimentos sobe todos os dias. A renda média da população caiu 9% nos últimos três anos. A dos pobres, muito mais. O governo e os patrões planejam impor sacrifícios ainda piores: aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos; retirar direitos trabalhistas e cortar gastos sociais em Saúde e Educação. Enquanto eles enchem os bolsos com a corrupção e os roubos milionários de dinheiro público.
Por outro lado, durante muitos anos, os trabalhadores e o povo pobre viram os governos do PT como uma alternativa para melhorar suas condições de vida. Foram traídos. O PT se aliou com partidos burgueses de direita como o PMDB, o PSD e o PP, se atolou até o pescoço no mar de lama da corrupção e terminou adotando medidas contra os trabalhadores e o povo, que hoje o governo Temer trata de continuar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

MANIFESTO - Bloco Espaço Unidade de Ação Paraíba

MANIFESTO




O IBGE divulgou, recentemente, um estudo aonde se comprovou que o país está, oficialmente, em recessão. Nossa classe já sabe disso há um certo tempo, pois tem recaído sobre ela a conta da crise gerada pelos governos e patrões.
Após as eleições de 2014, onde confirmou-se a continuidade do governo Dilma, a classe trabalhadora brasileira tem sofrido vários ataques em seus direitos e conquistas. Estes ataques vêm de todos os lados: do governo federal, dos governos estaduais e municipais, dos patrões, da mídia, do judiciário, do parlamento e da polícia. Neste ponto, há uma unidade entre os setores que apoiam o governo e os que lhe fazem oposição de direita.
As votações das MP’s 664 e 665 (que atacaram direitos históricos dos/as trabalhadores/as, como o seguro-desemprego, a pensão por morte, o auxílio doença, entre outros), a MP 680 (que cria o Programa de Proteção ao Emprego – PPE -), o avanço das privatizações (o governo Dilma privatiza a Petrobras enquanto os tucanos privatizam a linha 5 do metrô paulista e o governo goiano privatiza a companhia do Estado). Tudo isso acompanhado de sucessivos aumentos nas contas de água, luz, telefone, gás, passagens de ônibus, dentre tantos outros itens da sobrevivência cotidiana da população. Aliado ao baixo consumo e à estagnação da indústria, temos uma alta expressiva da inflação, que corrói cada vez mais os salários e o poder de compra de nossa classe. Junte-se a isso também o aumento no grau de endividamento dos/as trabalhadores/as. Enquanto isso os banqueiros e capitalistas deste país cada vez mais se enriquecem com a exploração do trabalho do nosso povo e o abocanhamento de quase a metade do orçamento que o governo destina ao pagamento da dívida pública.